Muitos brasileiros complementam a renda na Austrália com aplicativos — transporte, entregas, hospedagem, serviços. Essa renda, em geral, precisa ser declarada no tax return, mesmo quando é pequena ou eventual.
Diferente do salário, a renda de aplicativos nem sempre aparece preenchida automaticamente no tax return. E o ATO está de olho: pelo Sharing Economy Reporting Regime (SERR), muitas plataformas precisam informar as transações diretamente ao ATO, que compara esses dados com o que cada pessoa declarou.
O que conta como renda da economia compartilhada
- Transporte por aplicativo, como Uber ou DiDi
- Hospedagem de curta duração, como Airbnb ou Stayz
- Aluguel de bens: carros, trailers, ferramentas, vagas de garagem, depósitos
- Trabalhos por tarefa: entregas, limpeza, pequenos reparos, design gráfico
- Conteúdo digital, streaming, venda de produtos digitais e gorjetas por plataformas
Dicas práticas
- Guarde os seus próprios registros. Além dos resumos anuais das plataformas, anote receitas e despesas: taxas da plataforma, custos do carro, reparos, limpeza, equipamentos.
- Despesas podem ser dedutíveis quando estão diretamente ligadas à geração da renda — sempre conforme o caso e com comprovação.
- Planeje o imposto. Normalmente não há retenção na fonte sobre essa renda, o que pode gerar uma conta inesperada. Separar parte do que você recebe, fazer pagamentos voluntários ao longo do ano ou entrar no sistema de PAYG instalments pode ajudar.
- GST. Pode ser preciso registrar-se no GST ao atingir o faturamento-limite. Motoristas de aplicativo de transporte, em regra, precisam se registrar no GST independentemente de quanto faturam.
Se você teve renda de aplicativos no ano, fale conosco antes de entregar o tax return: ajudamos a identificar as deduções possíveis e a evitar surpresas.
Informação geral, que não considera a sua situação específica. Fale com a nossa equipe antes de tomar decisões.