Guia para brasileiros

Brasileiros na Austrália o que saber antes e depois da mudança

Um roteiro prático, com fontes oficiais, para organizar a parte fiscal da sua mudança — no Brasil e na Austrália.

Começar pelo Brasil
Viajantes caminhando por uma passarela envidraçada de aeroporto

Como ler este guia. A AUSTTAX é um escritório australiano e cuida exclusivamente de questões tributárias e contábeis australianas. A parte sobre o Brasil é informação geral, baseada em fontes oficiais brasileiras e verificada em 15 de outubro de 2026; para a sua situação no Brasil, procure um contador ou advogado no Brasil.

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Antes de sair do Brasil

Informação geral, a partir de fontes oficiais brasileiras. Não é um serviço da AUSTTAX.

Saída definitiva do país

Segundo a Receita Federal, a saída definitiva é o procedimento pelo qual a pessoa física comunica que deixou de residir no Brasil, encerrando a sua condição de residente fiscal. A partir daí, passa a ser tributada no Brasil apenas pelos rendimentos de fontes brasileiras, conforme as regras para não residentes, e deixa de declarar ao Brasil a renda obtida no exterior.

  1. Comunicação de Saída Definitiva do País (CSDP) — até o último dia de fevereiro do ano seguinte à saída.
  2. Declaração de Saída Definitiva do País (DSDP) — no mesmo prazo da declaração anual do Imposto de Renda.

O ano da saída é aquele em que você deixou o Brasil em caráter definitivo ou, se a saída começou como temporária, o ano em que a não residência se caracterizou (após 12 meses consecutivos de ausência). Se o prazo já passou, a Receita orienta, em geral, a entregar apenas a DSDP, com multa por atraso.

Fonte: Receita Federal — Nota Executiva “Orientações para Regularização Fiscal de Residentes no Exterior” (2025)

Avise quem paga você no Brasil

A Receita orienta comunicar formalmente todas as fontes pagadoras no Brasil — empregadores, bancos, corretoras, locatários, administradoras de fundos e plataformas — sobre a condição de não residente e a data da saída, para que a tributação passe a seguir o regime de não residentes.

Fonte: Receita Federal

MEI e Simples Nacional

Segundo a Receita, quem passa a ser não residente fiscal não pode abrir nem manter empresa como MEI, e empresas com sócios ou administradores não residentes não podem optar pelo Simples Nacional nem permanecer nele. A orientação é pedir o desenquadramento ou a baixa do CNPJ.

Fonte: Receita Federal

INSS e previdência

Ainda não há acordo de previdência social em vigor entre o Brasil e a Austrália; as negociações foram anunciadas pelo governo australiano em novembro de 2024. Para a sua aposentadoria no Brasil, procure o INSS ou um especialista em previdência. Na Austrália, a aposentadoria passa pela superannuation, um sistema diferente do INSS.

Fonte: Governo australiano (DSS) — acordos internacionais de previdência social

Não há tratado tributário em vigor

Brasil e Austrália ainda não têm um tratado para evitar a dupla tributação da renda em vigor; o tema está em negociação. Cada país aplica a própria legislação — por isso, quem tem renda nos dois países precisa de orientação nos dois lados.

Fonte: Tesouro australiano — tratados tributários

Separe estes documentos antes de viajar

  • Recibos da CSDP e da DSDP (ou o planejamento para entregá-las)
  • Informes de rendimentos e extratos de bancos e corretoras no Brasil
  • Documentos de imóveis, aluguéis e investimentos que você vai manter no Brasil
  • Extratos de previdência privada (PGBL/VGBL) e do INSS
  • Certidões pessoais (nascimento, casamento) — documentos para uso no exterior podem exigir apostilamento
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Ao chegar na Austrália

Aqui entra o nosso trabalho: a parte australiana.

Residência fiscal na Austrália

Ser residente para fins fiscais na Austrália não é o mesmo que o seu visto. Residentes fiscais são tributados sobre a renda mundial — o que pode incluir aluguéis e juros que você continua recebendo no Brasil. Alguns residentes temporários têm regras diferentes.

Fonte: ATO — Your tax residency

Tributação internacional

Tax File Number (TFN)

O TFN é o número de identificação fiscal emitido pelo ATO. Com um visto com direito a trabalho, e já na Austrália, é possível solicitá-lo online. Sem informar o TFN, o empregador deve reter imposto na alíquota máxima, e o banco também retém imposto sobre juros na alíquota máxima.

Fonte: ATO — TFN para migrantes e titulares de visto

Superannuation

Se você trabalha como empregado, o empregador deve contribuir para a sua superannuation, o sistema australiano de poupança para a aposentadoria. Ela não se confunde com o INSS nem com a previdência privada brasileira.

Self Managed Super Fund
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A sua primeira consulta

Quanto antes, melhor: o ideal é falar conosco antes de embarcar.

Para aproveitar bem a conversa, tenha em mãos:

  • O seu tipo de visto e a data de chegada (prevista ou efetiva)
  • As suas fontes de renda no Brasil e na Austrália
  • Os bens que você mantém fora da Austrália
  • Planos de previdência ou pensões no exterior
  • As suas últimas declarações de imposto, do Brasil e da Austrália (se houver)
Fale conosco em português

Conteúdo verificado em 15 de outubro de 2026. As regras mudam — confirme sempre nas fontes oficiais indicadas.

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